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Em entrevista à RM-Oil, Fernando Díaz, Co-CEO da OLIPES explica o que é a Euro 6 e o impacto tecnológico deste novo desafio para os fabricantes de lubrificantes como a OLIPES, cujos óleos de motor contribuem para se alcançarem os limites impostos por esta normativa europeia.

1. O que é a Euro 6 e o que é que ela representa na história dos lubrificantes?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a poluição já é a quinta causa de mortalidade. Os altos níveis de contaminação nos grandes núcleos urbanos e nas áreas mais industrializadas. Por este motivo, na Europa foi posta em funcionamento a normativa Euro no ano de 1993 para marcar níveis máximos de contaminação na UE que afetam todos os veículos equipados com Motor. A Euro 6 é a última versão que entrou em vigor no dia 01 de setembro de 2015.

Essa nova normativa é especialmente relevante para os veículos a diesel, que deverão cumprir um limite de emissões de NOx (óxidos de azoto), um agente catalogado como cancerígeno, de 80 mg/km.

Para se adaptarem às novas normativas, os fabricantes de motores tiveram que fazer um grande esforço, e isso representa um novo desafio para os fabricantes de lubrificantes como a OLIPES, cujos óleos de motor contribuem para se alcançarem estes limites, aos quais se devem acrescentar os objetivos de redução de partículas PM e de consumo de combustível, garantindo simultaneamente a máxima proteção do motor e dos catalisadores (SCR) e dos filtros de partículas diesel (DPF/FAP) instalados nos motores a diesel de maior cilindrada desde a entrada em vigor da Euro 4 e que em breve também veremos incorporados nos motores a gasolina (GPF).

 

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2. A Euro 6 representa um novo desafio para a investigação tecnológica de novos lubrificantes.
Qual o papel da OLIPES neste âmbito?

No ADN da OLIPES não podem faltar a inovação, a satisfação do cliente e a redução do impacto ambiental no nosso ambiente. Com estas premissas, é fácil entender o enorme esforço que a empresa faz, não só para se adaptar aos requisitos dos principais fabricantes de automóveis para a lubrificação dos seus motores e transmissões, mas também para se adiantar às necessidades do mercado e da sociedade.

Neste sentido, a OLIPES dispõe de uma gama completa de lubrificantes adaptados às novas motorizações Euro 6, com mais de 50 produtos novos lançados no mercado cada ano, num portofólio de mais de 2.500 referências destinadas a 75 setores de mercado e que se exportam para mais de 45 países.

3. O mecânico. Qual é a importância da formação para os profissionais do setor automóvel e como é que vê o papel do mecânico no futuro?

Desde a irrupção na nossa sociedade dos telefones inteligentes ou smartphones e a incorporação das novas tecnologias nos nossos veículos, o panorama do motor mudou mais a nível tecnológico nos últimos 3 anos do que nos 30 anos anteriores. Atualmente a tecnologia fica obsoleta em menos de 1 ano e o conhecimento industrial duplica a cada ano e meio. Isto implica a necessidade de o mecânico manter uma formação contínua em múltiplas direções, tanto para a gestão do seu negócio, como para enfrentar as reparações. As inovações incorporadas no setor ao longo das últimas duas décadas, como a injeção direta nos motores a diesel e nos motores a gasolina, os catalisadores de via tripla, as válvulas EGR, os filtros de partículas, os catalisadores de redução seletiva (SCR), não são nada em comparação com o que se aproxima: motores híbridos e elétricos conectáveis, caixas de velocidades automáticas de 9 e 10 velocidades, motores adaptados para GLP, condução assistida e independente, conectividade 360 ou a realidade aumentada, serão os grandes desafios que os mecânicos terão que enfrentar nos próximos anos.

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4. Tendências mundiais - Como é que vê a OLIPES no futuro e a sua relação com as energias renováveis?

Num primeiro passo as energias renováveis aplicadas ao mundo do motor representarão uma redução das toneladas de lubrificantes vendidas a nível mundial.

Isto implica a reestruturação das instalações das empresas do setor petrolífero, com a redução de instalações de produção de óleos de base do Grupo I (minerais), a colocação em funcionamento de novas instalações químicas para a produção de óleos sintéticos dos Grupos III e IV e grandes investimentos em I+D+i, para se adaptarem as formulações dos lubrificantes aos novos desafios que o setor do automóvel já apresenta em mercados tão maduros como o europeu, o norte-americano, e até mesmo o mercado asiático.

Os novos desafios passam a curto e médio prazo por fabricar lubrificantes de motor de viscosidades cada vez mais baixas: 0W-20, 0W-16 e já se pensa inclusivamente em formulações para viscosidades 0W-8, com formulações cada vez mais respeitadoras do meio ambiente e com períodos de mudança de óleo alargados: 50.000km para os veículos ligeiros e 150.000km para os veículos industriais; óleos sintéticos para transmissões para lubrificação para toda a vida (>600.000km).

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Na tabela seguinte podem-se ver os tipos de lubrificantes que os principais fabricantes de motores já estão a montar na origem (Factory Fill):

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Para 2025 prevê-se que os veículos híbridos e elétricos se situem em cerca de 20% da produção global de veículos e a tecnologia Stop/Start será incorporada em 60% dos veículos. A produção de veículos com motorizações convencionais mal ultrapassará 20% da produção global. Tendo em conta estas previsões e a média de antiguidade do parque atual, 2025 representará um ponto de inflexão na produção de veículos que circulem com energias renováveis e a nossa atenção já se centra na investigação dos lubrificantes de que necessitaremos para 2040.

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